Plantio do milho em MT chega a 93,6%, mas atraso e excesso de chuva preocupam produtores

Plantio do milho em MT chega a 93,6%, mas atraso e excesso de chuva preocupam produtores

semeadura da safra de milho 2025/26 segue avançando em Mato Grosso, mas ainda não atingiu a totalidade da área prevista, mesmo com mais de 20 dias de atraso em relação ao período ideal de plantio. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados na última sexta-feira (6), o estado já semeou 93,68% da área estimada para a cultura.

 

O atraso está relacionado ao calendário da safra anterior. A semeadura da soja, realizada em novembro de 2025, foi prejudicada pela falta de chuvas. Posteriormente, o excesso de precipitações atrasou a colheita do grão, o que impactou diretamente o início do plantio do milho.

 

Dados do projeto Aproclima, da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso, apontam que alguns municípios registraram acumulados de até 900 milímetros de chuva em apenas 60 dias.

 

Além de dificultar o plantio, o excesso de precipitação também pode afetar áreas que já foram semeadas. De acordo com o diretor financeiro da Aprosoja MT, Nathan Belusso, as enxurradas podem reduzir o estande de plantas nas lavouras.

 

“O milho é uma cultura mais técnica que a soja e utiliza menos plantas por hectare. Quando há perda de plantas no estande, isso gera impacto direto na produção final da cultura”, explicou.

 

Na mesma linha, a vice-presidente sul da entidade, Laura Battisti Nardes, destacou que o excesso de chuva pode comprometer tanto a produtividade quanto a qualidade dos grãos.

 

“No caso do milho, que é mais sensível que a soja, o excesso hídrico durante a germinação, crescimento e floração pode causar danos à qualidade dos grãos e reduzir a viabilidade econômica da produção”, afirmou.

 

O monitoramento do Aproclima, realizado entre 25 de dezembro de 2025 e 25 de fevereiro de 2026, identificou acumulados entre 700 e 900 milímetros de chuva em municípios como Diamantino, Nova Mutum, Vera, Sinop, Cláudia, Matupá e Querência. Em outras regiões do estado, os volumes variaram entre 150 e 500 milímetros.

 

Além do impacto direto nas lavouras, o excesso de chuva dificulta a entrada de maquinário nas áreas de plantio, devido ao risco de compactação e degradação do solo.

 

Produtor rural em Nova Ubiratã, Fábio Luis Bratz afirma que o atraso no plantio aumenta a preocupação com o comportamento do clima nos próximos meses.

 

“A chuva atrasou a colheita da soja e agora nossa preocupação é que ela pare mais cedo no final do ciclo. Se faltar chuva na fase de floração, o milho pode não expressar todo o potencial produtivo”, relatou.

 

Segundo ele, o plantio na propriedade já ocorre fora da janela ideal. “O milho está sendo plantado atrasado. A semente e o adubo já estão comprados, então precisamos plantar. Agora é torcer para que o clima ajude e a produção consiga pelo menos pagar os custos”, disse.

 

De acordo com a Aprosoja MT, o cenário climático adverso pode impactar não apenas os produtores, mas também toda a cadeia produtiva ligada ao setor agrícola. A entidade afirma que segue monitorando as condições meteorológicas para apoiar os agricultores e minimizar possíveis prejuízos

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