Dilmar deixa liderança do governo e alerta que muitos candidatos podem enfraquecer Sinop

 

O deputado estadual Dilmar Dal Bosco afirmou que deve deixar a liderança do governo de Mato Grosso na Assembleia Legislativa, função que ocupa desde o início da gestão do governador Mauro Mendes (pouco mais de 7 anos). A mudança ocorre diante da saída do atual chefe do executivo estadual, que vai deixar o governo até o próximo dia 31 e o vice-governador Otaviano Pivetta, que assumirá, será responsável por decidir quem será o novo líder. Dilmar destacou que colocará a função à disposição por considerar natural que o novo governador escolha um nome de sua confiança.

 

“Eu aí feliz, porque quem está anunciando a saída é quem me escolheu para ser líder, que é o governador Mauro Mendes, que é normal. Ele escolheu dia 5 de dezembro de 2018 para eu assumir, já janeiro de 2019 como líder dele na Assembleia Legislativa. Para mim, é uma honra muito grande ser do interior de Mato Grosso, ser reconhecido entre os 24 deputados, todos os secretários, quer dizer, de incentivarem para que ele escolhesse como líder dele para ajudar o Estado. E nós pegamos muitas dificuldades, foi o que eu falei, em 2019 nós passamos por muitas dificuldades dentro do Estado. Devíamos a 11,3 mil fornecedores, um déficit de quase R$ 4 bilhões, não pagávamos o salário dos servidores, devíamos a postos de combustível que abasteciam as viaturas da segurança, e fomos melhorando. Foi muito difícil no início”, avaliou.

“O governador Mauro Mendes está entregando o governo para assumir o vice. Então, como eu fui convidado pelo Mauro, eu também falei para o Mauro que vou deixar também meu cargo à disposição. E aí fica a cargo do Otaviano Piveta escolher o líder. É o governador quem decide, na hora que ele assumir, ele deve fazer uma reflexão de quem ele quer para líder dele na Assembleia Legislativa. Eu acho que eu fiz o meu papel. Isso não quer dizer que eu não possa continuar. Então eu fiz aqui como uma despedida. Eu estou entregando a liderança com o papel cumprido do que ele me contratou para ser leal com ele na Assembleia Legislativa”, acrescentou.

O parlamentar também comentou sobre a movimentação política para as próximas eleições e afirmou que os partidos enfrentam dificuldades principalmente na formação de chapas proporcionais. “Eu acho que o grande gargalo de todos os partidos são as proporcionais, as candidaturas de deputados estaduais principalmente. Muitos partidos também não vão ter nem candidatos a deputados federais. Então vai estar até difícil para você também ter novos candidatos a deputados federais. Nós (União) já temos o número suficiente, até ultrapassou o número suficiente para deputado federal. Agora, nós já estamos fazendo, com essa federação com o PP, a escolha dos novos candidatos a deputados estaduais com o que existe. Então estamos trabalhando para ver se tem uma condição”, avaliou.

Dilmar não confirmou se fica no União. “Eu tive um problema agora recentemente dentro do partido (ele não citou mas teria sido embate com o deputado Eduardo Botelho) e isso leva em conta. Eu fui convidado pelo Podemos, pelo MDB, pelo PRD e também pelo Republicanos, do vice-governador, para ir à agremiação deles. Eu vou respeitar, vou fazer uma análise junto com a minha família, junto com o governador, que é o presidente do União Brasil, com o senador Jayme Campos, para ver qual o caminho que a gente toma”, afirmou.

Único deputado estadual eleito por Sinop, Dal Bosco também comentou sobre a grande quantidade de pré-candidatos da cidade que já se movimentam para disputar vagas na Assembleia. Segundo ele, o excesso de nomes pode acabar dividindo votos e dificultando a eleição de representantes do município. “Eu dei entrevista lá em 2022, quando vieram fazer a mesma pergunta da eleição de 2022. Nós tínhamos 18 candidatos dentro de Sinop. Eu falei que inviabilizava, ia dividir muitos votos. Se você não tiver voto em Santa Carmem, Vera, Feliz Natal e outros municípios, se não tiver voto lá em Canabrava, se não tiver voto lá em Curvelândia, como eu citei os municípios, fica difícil. Eu tenho voto em vários municípios do Estado pelo trabalho que eu sempre fiz. E nós já tivemos três deputados estaduais aqui em Sinop. Tivemos o Baiano Filho, o Silvano Amaral e eu como deputado estadual”.

 

Dilmar mencionou que Sinop (maior colégio eleitoral do Nortão) deve dar suporte a candidatos locais, e não a candidatos externos. “Tenho certeza que se a gente colocar muitos candidatos, também fica ruim. E o pior é você ver lideranças aqui do município apoiando deputados, por exemplo, de outros municípios, de lá de Cuiabá, de Rondonópolis. Isso é ruim para a nossa cidade. Poxa, se nós temos aqui nomes bons, então vamos apoiar os nomes bons aqui de Sinop também. Tem vários nomes que estão se propondo e a gente pode ter mais representatividade dentro da Assembleia Legislativa”.

 

Ao ser questionado se espera apoio do prefeito Roberto Dorner, o deputado destacou seu trabalho em parceria com a atual gestão viabilizando recursos e citou uma possível falta de reconhecimento. “Eu estou trabalhando, fazendo minha parte. Olha o tanto que eu estou ajudando. Nós já trouxemos, se somar o que deu aqui e mais o que já veio, vai dar mais de R$ 700 milhões que eu consegui viabilizar para minha cidade de Sinop. Nós entregamos R$ 14,8 milhões para o hospital municipal e agora mais R$ 8 milhões. Mais três estradas que vão fazer a parceria da Agroestrada pelo governo do Estado. Mais R$ 35 milhões. R$ 32 milhões na duplicação da MT-140. 42 milhões na Estrada Rosa, que é a MT-438. Então, olha o tanto de recursos que eu estou trazendo para a cidade de Sinop. Falta reconhecimento, mas eu vou continuar fazendo meu papel ajudando a cidade onde eu moro”, concluiu.

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