Páscoa deve movimentar R$ 641 milhões em Mato Grosso, aponta pesquisa

Conforme os dados da Pesquisa de Intenção de Consumo para a Páscoa, realizada pelo Sebrae, 73% dos moradores em Mato Grosso pretendem fazer compras para celebrar a data este ano. Estima-se que o período movimente aproximadamente R$ 641 milhões na economia local. Em relação aos hábitos de consumo, o ticket médio por consumidor ficou em R$ 330,53. A pesquisa detalha que os presentes têm destinos certos: os filhos lideram a lista (36%), seguidos pelos cônjuges (22%), sobrinhos (12%)

 

e pelos próprios consumidores, já que 11% pretendem presentear a si mesmos. Quanto ao volume de compra, a maioria ainda não definiu a quantidade exata de itens, mas 22% dos mato-grossenses já planejam adquirir mais de quatro produtos para a data.

 

A variedade de produtos procurados destaca a preferência pelos ovos de chocolate industrializados (27%), seguidos pelos ovos caseiros ou artesanais (18%) e pelos bombons (12%). Entre os tipos de chocolate, a versão ao leite é a favorita de 47% dos entrevistados, enquanto o formato tradicional de ovo de Páscoa é a escolha de 31%. Os locais de compra preferidos são os supermercados (23%), seguidos por lojas especializadas (19%) e produtores artesanais (16%), o que evidencia um mercado dividido entre grandes redes e pequenos empreendedores.

 

A tradição gastronômica da época também impulsiona o setor de pescados, com 5% dos consumidores concentrados neste item. Entre as espécies regionais mais procuradas para compor o cardápio da Semana Santa, o Pintado lidera as intenções de compra, com 35%, seguido pelo Pacu (23%) e pela Tilápia (21%).

 

A pesquisa revela que 45% dos consumidores pretendem pesquisar preços antes de efetuar o pagamento. Para essa comparação de valores, os supermercados físicos são a principal referência para 64% da população, enquanto o ambiente digital e as redes sociais servem de base para 30%. Além disso, promoções e descontos atrativos aparecem como principal fator de influência para 33% dos entrevistados.

 

O momento financeiro das famílias, contudo, dita o ritmo das vendas para aqueles que não pretendem comprar. Entre os principais motivos estão o preço elevado dos produtos (30%) e as dificuldades financeiras momentâneas (26%). O endividamento e a necessidade de priorizar outras despesas também impactam o andamento das vendas, fazendo com que 22% dos entrevistados permaneçam indecisos. Por outro lado, apenas 7% dos consumidores afirmam que não costumam pesquisar preços, o que indica um perfil de consumo mais cauteloso e racional diante do cenário atual.

 

A pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 31 de janeiro, com 4.565 entrevistas telefônicas com residentes de Mato Grosso maiores de 18 anos, abrangendo todas as regiões do estado. O levantamento apresenta uma margem de erro de 2% e um nível de confiança de 98%. O perfil dos respondentes é maioritariamente composto por mulheres (55%) e pessoas com renda familiar de até dois salários mínimos (43%).

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