Quatro são presos na operação Retirada da Polícia Civil em MT; quebras de sigilo e veículos apreendidos

Quatro são presos na operação Retirada da Polícia Civil em MT; quebras de sigilo e veículos apreendidos

A Operação Retirada foi deflagrada hoje pela Polícia Civil para cumprimento de quatro mandados de prisão, quatro de busca e apreensão, além de quebras de sigilos e sequestro de veículos, com o objetivo de desarticular um núcleo responsável pela movimentação e ocultação de valores ilícitos ligados a uma facção criminosa com atuação no Estado. As ordens judiciais são cumpridas em Cuiabá pelas equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

 

Conforme a polícia, parte dos investigados integra o núcleo familiar de um homem apontado como uma das lideranças da organização criminosa no Estado, envolvido em crimes de tráfico de drogas, jogos ilegais de azar, estelionato e respectiva lavagem de capitais. Dentre os alvos está um sobrinho do líder criminoso e outras pessoas com vínculo afetivo.

 

Com o fim de ocultar e dissimular as quantias oriundas das atividades ilícitas, o grupo utilizava um esquema estruturado de “sacadores” e “laranjas”, no qual contas bancárias de terceiros eram utilizadas para receber valores de origem criminosa. Segundo a polícia, após os depósitos, os investigados realizavam saques e transferências em sequência, com o objetivo de ocultar a origem do dinheiro e dificultar o rastreamento dos valores.

 

As investigações também identificaram que contas bancárias de terceiros eram utilizadas como espécie de “caixa” da facção, recebendo depósitos e repasses destinados à facção criminosa. Também foram identificados indícios de patrimônio incompatível com renda lícita por parte de alguns investigados. A polícia informa ainda que a função de “sacador” se mostrava de extrema relevância dentro do esquema de ocultação de valores, uma vez que, além de ser o responsável por obter as contas de “laranjas” e da realização de saques e transferências bancárias, os investigados também eram responsáveis por operacionalizar a divisão e arrecadação dos valores obtidos com os crimes, repassando os percentuais à facção e a cada um dos envolvidos.

 

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Antenor Junior Pimentel Marcondes, a operação integra o trabalho de enfrentamento ao crime organizado, especialmente na identificação e desarticulação das estruturas responsáveis pela lavagem de dinheiro e sustentação financeira de facções criminosas. “É uma investigação extremamente importante, pois o núcleo financeiro, desarticulado na operação, era responsável pela sustentação das atividades criminosas, uma vez que permitia ocultar e fazer circular os recursos ilícitos que financiam a atuação da facção”, disse o delegado, através da assessoria.

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